Na noite: um traço de lua crescente no céu; uma redonda e cheia cadência vinda da terra que respira.
Folha Sonora:
domingo, outubro 30, 2011
quarta-feira, junho 22, 2011
Folha 18 21:21
Desgasta-me a necessidade de conversar ideias, ainda mais quando tenho dificuldade em as ouvir, mas dá-me força o seu nascer e faz-me sonhar a sua concretização.
Folha Sonora:
Folha Sonora:
sexta-feira, junho 17, 2011
Folha 17 22:22
Ruídos, são tantos ruídos, uns sem retorno, outros virão rendidos, e eu que preciso tanto de silêncio e de na ausência metamorfosear o barulho em harmonia, finalmente despido.
Folha Sonora:
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sexta-feira, maio 27, 2011
Folha 16 21:31
O mais belo sorriso é aquele que se espraia no rosto com a simplicidade de uma onda a saudar a areia.
O mais belo abraço é aquele que envolve com a naturalidade de um suave vento a soprar em redor de duas montanhas.
O mais belo beijo é aquele que aparece rápido como um pássaro vindo das nuvens e desaparece eterno como um bater de asas que não nos deixa.
O mais belo ser é aquele que se entrega à beleza das coisas simples e tem em si o retrato da natureza viva como imagem da sua existência.
Folha Sonora:
O mais belo abraço é aquele que envolve com a naturalidade de um suave vento a soprar em redor de duas montanhas.
O mais belo beijo é aquele que aparece rápido como um pássaro vindo das nuvens e desaparece eterno como um bater de asas que não nos deixa.
O mais belo ser é aquele que se entrega à beleza das coisas simples e tem em si o retrato da natureza viva como imagem da sua existência.
Folha Sonora:
quinta-feira, maio 19, 2011
Folha 15 21:11
Grandes, são grandes os pequenos gestos. Gigantes os momentos que advêm da simplicidade. Infinitamente se estende, ao longo de toda a existência, a apoteose propagada a partir de um simples gesto de amor.
Folha Sonora:
Folha Sonora:
sexta-feira, maio 13, 2011
Folha 14 21:30
Dentro da dor física há uma luz que nos faz crescer, nos torna mais fortes. Faz-nos aguentar mais peso, não em barras de ferro, mas em pedras da vida.
O alívio de superar a dor faz-nos ficar mais leves, mais conscientes e termos a certeza do que queremos sentir; aqueles momentos de apatia emocional que por vezes nos assaltam, rendem-se em verdadeiras cascatas de alegria e amor.
Folha Sonora:
O alívio de superar a dor faz-nos ficar mais leves, mais conscientes e termos a certeza do que queremos sentir; aqueles momentos de apatia emocional que por vezes nos assaltam, rendem-se em verdadeiras cascatas de alegria e amor.
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segunda-feira, maio 09, 2011
Folha 13 23:16
Há uma bruma azul em suave flutuação na paisagem que contemplamos enquanto deixamos subir ideias como uma catadupa de não-pensamentos, ideias que surgem apenas, numa dormência de raciocínio, num fluir de letras, numa redoma de desejos escondidos.
Folha Sonora:
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sábado, maio 07, 2011
Folha 12 21:52
Em cada manhã há raios de sol que com a sua candura atravessam o ar. O Sol está sempre presente, mesmo na Tempestade, mas aquilo que o faz existir é a própria consciência de quem o sente. São os raios que cada ser emana pela manhã, resultado da luz que nasce no seu sol interno em cada momento: a serena alegria de viver, a consciente redenção à vida.
Folha Sonora:
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quinta-feira, maio 05, 2011
Folha 11 22:11
Hoje a noite voa livre como quem a contempla. Hoje o preto é ausência, um vazio, onde nada existe e tudo pode ser criado.
Hoje o convite das estrelas é que se crie pontos de cor e luz, representações celestes da arte do amor.
Folha Sonora:
Hoje o convite das estrelas é que se crie pontos de cor e luz, representações celestes da arte do amor.
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terça-feira, maio 03, 2011
Folha 10 20:20
Irá este barco cuja âncora se prendeu ao meu peito e que balanceia nas águas à minha frente, partir de vez? Levando consigo, agarrado à sua quilha, um pedaço do meu coração? Deixando-me uma ferida aberta por sarar.
Ou continuarei a sonhar todas as noites com a água a ressoar no seu casco ardente... delirando na ilusão da partida para uma viagem?
Folha Sonora:
Ou continuarei a sonhar todas as noites com a água a ressoar no seu casco ardente... delirando na ilusão da partida para uma viagem?
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sábado, abril 30, 2011
Folha 9 17:45
Há pedaços desconhecidos e outros menos. Juntos pintam com um pincel cinzento, um traço vermelho. Há sonhos que se mesclam com o retrato no espelho, dormente, ao acordar e ficam ao longo do dia numa dor incompreendida.
Lágrima escondida que só se desvanece na viagem vadia de um sonho.
Hoje não sou eu e sou um ressurgir de ondas que deram finalmente à costa. Ondas que são o meu retrato de água.
Folha Sonora:
Lágrima escondida que só se desvanece na viagem vadia de um sonho.
Hoje não sou eu e sou um ressurgir de ondas que deram finalmente à costa. Ondas que são o meu retrato de água.
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sexta-feira, abril 29, 2011
Folha 8 19:11
Seguem silêncios na estrada de noite, momentos de dormência de corpos, acção desperta da mente, linhas desfragmentadas de outrora... momentos contínuos...
Seguem dedos flutuantes que são ondas água-perola-negra em movimento oscilante, pendular, contundente mas inebriante.
Seguem ideias como nuvens escondidas no céu nocturno. Pequenas fugazes estrelas.
Folha Sonora:
Seguem dedos flutuantes que são ondas água-perola-negra em movimento oscilante, pendular, contundente mas inebriante.
Seguem ideias como nuvens escondidas no céu nocturno. Pequenas fugazes estrelas.
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quarta-feira, abril 27, 2011
Folha 7 22:11
Talvez seja tarde, ou talvez seja cedo.
O tempo é uma incógnita. O espaço é uma viagem.
E só hoje posso acordar, só hoje posso chorar lágrimas de um rio cuja nascente é o meu peito.
Apenas no silêncio posso amar o riso de um beijo escondido.
Apenas na noite pode nascer o desenho de um amor imperfeito.
Folha Sonora:
O tempo é uma incógnita. O espaço é uma viagem.
E só hoje posso acordar, só hoje posso chorar lágrimas de um rio cuja nascente é o meu peito.
Apenas no silêncio posso amar o riso de um beijo escondido.
Apenas na noite pode nascer o desenho de um amor imperfeito.
Folha Sonora:
terça-feira, abril 26, 2011
Folha 6 22:57
Meus olhos dormem sobre o negrume de um céu nocturno mas meus dedos flutuam no despertar de um papel vivo como a noite animal.
Folha Sonora:
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domingo, abril 24, 2011
Folha X - Ausência e Retorno 22:30
Depois de uma longa ausência de cerca de 3 meses, estou de volta a este projecto que ainda estava a dar os primeiros passos quando teve que ser forçosamente interrompido.
Devido ao longo tempo que a vida me levou a ficar afastado deste blog, decidi criar neste retorno uma folha especial, um pouco diferente das restantes. Para mim: muito simbólica, por tudo aquilo que passei nestes 3 meses, para vós que me seguem espero que seja igualmente especial.
Sim, quero voar! Mais alto que as nuvens, observar a polpa branca a desfilar por baixo de mim.
Sentir-me livre como um pássaro, sem asas mas com um coração voante, leve, que sobe, que desce, que avança no ar!
Quero me perder na minha própria sombra, para que ela, mais tarde me possa encontrar e na sua obediência, seguir-me, ao meu novo Eu, indefinida na estrada, na calçada, mas presente no traço constante da vida!
Vida! Cor fresca que me possui aos poucos, entre o sacrifício de se renascer e a vontade ígnea de ser fogo. Sim, fogo que arde e vê-se. Fogo que flameja o coração e arde o peito. Chama que ilumina o olhar.
Olhar! É o que eu quero dar. Uma visão transparente, vigente, presente. Quero ter um foco a emanar como água espelhada na noite.
Noite! Lugar sem principio nem fim, que tem tanto de coração como de suspiro, como um desacelerar de relógio. Noite mágica! Noite cruel. Oh noite de fel.
Assim é o meu coração, longínquo, distante mas presente e eterno como a noite e luminoso como o luar cheio.
Cheio é como estou! De vida, de amor, do vento que sou!
Folha Sonora:
Devido ao longo tempo que a vida me levou a ficar afastado deste blog, decidi criar neste retorno uma folha especial, um pouco diferente das restantes. Para mim: muito simbólica, por tudo aquilo que passei nestes 3 meses, para vós que me seguem espero que seja igualmente especial.
Pedaços de um Novo Mundo
Quero correr rápido! Que as minhas pernas ultrapassem o meu corpo. Quero ser vento que sopra forte carregando consigo o cheiro fresco do mar!Sim, quero voar! Mais alto que as nuvens, observar a polpa branca a desfilar por baixo de mim.
Sentir-me livre como um pássaro, sem asas mas com um coração voante, leve, que sobe, que desce, que avança no ar!
Quero me perder na minha própria sombra, para que ela, mais tarde me possa encontrar e na sua obediência, seguir-me, ao meu novo Eu, indefinida na estrada, na calçada, mas presente no traço constante da vida!
Vida! Cor fresca que me possui aos poucos, entre o sacrifício de se renascer e a vontade ígnea de ser fogo. Sim, fogo que arde e vê-se. Fogo que flameja o coração e arde o peito. Chama que ilumina o olhar.
Olhar! É o que eu quero dar. Uma visão transparente, vigente, presente. Quero ter um foco a emanar como água espelhada na noite.
Noite! Lugar sem principio nem fim, que tem tanto de coração como de suspiro, como um desacelerar de relógio. Noite mágica! Noite cruel. Oh noite de fel.
Assim é o meu coração, longínquo, distante mas presente e eterno como a noite e luminoso como o luar cheio.
Cheio é como estou! De vida, de amor, do vento que sou!
Folha Sonora:
segunda-feira, janeiro 24, 2011
Folha 5 15:01
Correm silêncios na noite, neste lugar invisível. Ficam expressões desenhadas na pedra da vida. São cores sonoras envoltas no nevoeiro de ontem que surgem aos poucos na bruma, desenhos que se fazem ao sabor da direcção do vento. Hoje há gritos e há sorrisos... mas o meu rasto de homem vive na morte de cada dia.
Folha Sonora:
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sábado, janeiro 22, 2011
Folha 4 16:55
Oh como acordar e não pensar, contudo sentir. Não conseguir conjugar a amálgama de números e expressões cansadas. Apetece viver letras concisas que escorrem num fio rumo a um encadeamento de ideias concretas. E acordar vendo bela expressão etérea, presença de encaminhamento de sono, que não esqueço. Nuvens que chegam no meu céu claro.
Folha Sonora:
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quarta-feira, janeiro 19, 2011
Folha 3 21:59
Vivo algures entre a visão romanesca do amor e a necessidade de o simplificar... Algures entre a subtileza de um gesto que oferece uma rosa e a necessidade de expressar-me sem floreios... Entre a arte criativa repleta de espinhos e a praticidade da acção nua. E vivo...
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segunda-feira, janeiro 17, 2011
Folha 2 14:55
... estarei eu, condenado à minha própria ilusão? Ou será o sonho o real exacerbado e todos dormimos, acordando sonhados?
Folha Sonora:
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sábado, janeiro 15, 2011
Folha 1 14:34
Palavras que no sol dos lábios são raios de calor... Alma que da lua reflexa nos olhos sopra diferentes marés.
Água que se estende na praia da vida, que desce e sobe na areia do amor e espraia na eternidade, em orla suave como um beijo!
Folha Sonora:
Água que se estende na praia da vida, que desce e sobe na areia do amor e espraia na eternidade, em orla suave como um beijo!
Folha Sonora:

